segunda-feira, 5 de setembro de 2011

impressões da 1ª degustação - 26 de agosto de 2011.


A noite de degustação começou com um vinho simples, mas fácil de agradar. Trata-se do vinho português Cem Amigos, o qual se mostrou uma bebida com aromas discretos e sabores bem agradáveis. Ou seja, um vinho fácil de beber e gostar.

Em seguida, foi degustado um vinho francês Moutoun Cadet, o qual não atendeu às expectativas. O vinho tem um aroma um pouco mais evidente que o anterior e o sabor também se mostrou um tanto superior. Porém, não convenceu, ao se levar em consideração o custo-benefício. De uma maneira geral, apesar de ser um varietal, o que se destaca nele é a presença da uva merlot. Ou seja, a degustação do Mouton Cadet pode ser comparada com a de um bom merlot vindo de qualquer região.

O terceiro vinho foi o grande campeão de opiniões da noite. Trata-se do espanhol Marques de Valparaiso - Ribeira Del Duero (2006), que surpreendeu a todos com aroma forte, persistente e extremamente saboroso. Seu retrogosto também marcou as características positivas observadas neste vinho. Se for levar em consideração o custo-benefício desse vinho, torna-se mais marcante ainda. Portanto, tá aí uma dica de um excelente vinho em todos os aspectos!

Após a degustação do vinho Ribeira Del Duero, só poderiam acontecer duas coisas: ou qualquer vinho seria considerado ruim demais, ou bom quanto tanto o espanhol. Isso porque os paladares ficaram muito exigentes e ofato muito apurado. E foi o que aconteceu. O quarto vinho aberto foi o chileno  Anakena, 2010, carmenere. O que se observou desse vinho foi um cheiro bem agradável e evidente, talvez influenciado pelos aromas ainda em mente do vinho anterior, ou por se tratar de um carmenere de qualidade razoável, tanto no odor, mas também no paladar. Enfim, foi um vinho que foi considerado, pela maioria dos degustadores presentes, bem agradável e com um nível de qualidade próxima do vinho espanhol.

Por fim, o vinho sul-africano Quantum, formado pelas uvas pinotage, merlot, ruby cabernet, acabou por não evidenciar tudo aquilo que ele realmente tem de bom. Na verdade, é um vinho em que seu forte é o sabor. Neste caso, o aroma é algo que fica em segundo plano neste vinho. Em contrapartida, seu sabor realmente faz a diferença. A opinião geral dos confrades foi no sentido de que a combinação dessas uvas ficou muito boa. Acabou por gerar um vinho de sabor leve e muito fácil de agradar.

Isac, confrade fundador da Confraria-Geral da Uva
PS: veja as fotos da degustação e a avaliação dos vinhos citados em:
https://sites.google.com/site/confrariadovinhodacgu/

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